CONTRA A PRIVATIZAÇÃO E EM DEFESA DA SAÚDE DO POVO

Segue abaixo o panfleto divulgado nas manifestações no Rio de Janeiro. Ajude a divulgá-los também!

Baixe aqui o panfleto em pdf: panfleto saúde -02-02-16

CONTRA A PRIVATIZAÇÃO E EM DEFESA DA SAÚDE DO POVO 

No contexto de caos na saúde que estamos vivendo, o que temos visto é um grande crime contra a saúde do povo, praticado governo após governo, de todas as siglas (PMDB, PSDB, PFL-Democratas, PT, Pecedobê e outros). Fecham leitos, especialidades, ambulatórios, exames. Nos HUs, hospitais de ensino, crimes como esses também prejudicam o aprendizado e afetam o futuro dos serviços com profissionais mal formados.

Nessa conjuntura, o Brasil é uma semicolônia com governantes capachos das exigências do Banco Mundial, que determina que a saúde é uma mercadoria, que deve servir aos planos privados de saúde e grandes fabricantes de medicamentos e equipamentos. De outro lado, o Exército, a polícia e o Judiciário , enquanto aparelhos repressores do velho Estado, servem para defender os interesses dos parasitas banqueiros e latifundiários, e para tratar como terroristas aqueles que lutam por seus direitos.

Por isso, como numa mistura de sarcasmo e cinismo para enganar o povo, a política de “Atenção Básica” é, na verdade, a política de atenção mínima, e o SISREG funciona como funil para impedir que o povo pobre trabalhador tenha acesso à atenção de acordo com suas necessidades de saúde, escondendo as filas que deixaram de ser de horas nas portas dos hospitais para ser de meses e até de anos em casa, aumentando as estatísticas de mortes, doenças e agravos evitáveis. Nesse contexto, os governos lançam EBSERH, OSs e Fundações, e privatizam os serviços públicos, terceirizando e precarizando a saúde ainda mais.

Numa semicolônia, os serviços públicos são sacrificados em benefício do que chamam de “serviço da dívida”, outro nome dissimulado para a sangria do povo, que em 2014 foi de quase R$ 2 milhões por minuto, canalizados para grandes corporações e banqueiros.

Devemos resistir a isso! Pessoas com interesses partidários também dizem isso, porém afirmam que mudando as siglas no poder, através das eleições é possível mudar isso. Os oportunistas eleitoreiros e os reformistas sinceros participam ativamente desse falso “Estado democrático e de direito” e o legitimam, como se ele pudesse fornecer um SUS de qualidade para todos. E não adianta fazer denúncias à mídia corporativa, pois ela transforma esses crimes em desastre natural e dizem que o remédio é mais do mesmo veneno, ou seja: mais privatização.

Um sistema radicalmente injusto como este precisa de uma mudança radical. Não podemos ter ilusões de que sem romper com a institucionalidade, com a subserviência ao sistema financeiro internacional (“serviço da dívida”, por exemplo), com os interesses do mercado e sua serviçal canalha de políticos corruptos e vende-pátria; sem romper com tudo isso um sistema de saúde decente jamais poderá ser implantado!

Na medida em que o processo revolucionário se constrói, o que podemos fazer agora? As ocupações das escolas em São Paulo e Goiânia, resistindo bravamente à privatização e ao fechamento de escolas, nos dão um bom exemplo do caminho a seguir: combativo, independente e classista. Para nós da Saúde cabe um exemplo emblemático: Os Conselhos e Conferências de Saúde vêm há anos “deliberando” contra a privatização, mas o que vemos na prática são os governos privatizando o SUS de forma deliberada.

Quando fazemos uma análise séria e honesta sobre o modo como a velha burocracia sindical e os partidos eleitorais vêm tratando as contradições principais que levam ao caos na saúde e nos serviços públicos em geral, fica evidente a falência política de sua prática, que privilegia o institucionalismo, as negociatas de gabinetes e documentos públicos natimortos, em detrimento da aposta no acúmulo de forças populares diretas. Autoproclamam-se vitoriosos ao menor aceno dissimulado dos gerentes de plantão, que em nada trazem avanços concretos para a luta. Comemoram como crianças iludidas as migalhas e falsas promessas derivadas de negociatas rebaixadas. Para eles, mais vale bater na porta de gestor pedindo migalhas, do que estar nos locais de trabalho, estudo e grande circulação da população denunciando as causas das mazelas sociais e conclamando para a luta combativa – o que realmente pode trazer mudanças significativas, quando analisamos as experiências históricas do povo brasileiro.

Essas correntes políticas, historicamente, vêm agindo de maneira sistemática, com a prática de canalizar as justas revoltas do povo para os canais institucionalizados . Acabam por legitimar este Estado burguês e seus correspondentes governos e gerências de plantão, freando assim a sublevação das lutas populares, minando sua combatividade e degenerando a luta de classes no país.

Em contrapartida, no Brasil, em 2013, e na História da Luta de Classes, não nos faltaram fatos históricos de demonstração de força do povo em luta combativa nas ruas, praças e campos. Alguns ainda não compreenderam que o povo aprende cada vez mais a lutar com suas próprias forças, rechaçando qualquer tentativa de burocratização da luta.

Portanto, defender os espaços institucionais enquanto espaços de participação democrática e de possível mudança nos rumos da saúde pública e da sociedade brasileira é iludir o povo com falsas expectativas inalcançáveis por eleições, conselhos, conferências, processos judiciais e reuniões corporativas de gabinetes.

 

Algumas propostas de ação para os servidores da Saúde são:

1) Não reconhecermos como legítimas as imposições de EBSERH, Oss e Fundações;

2) Não podemos aceitar o fechamento de serviços de saúde e enfermarias! Devemos nos manter fiéis ao nosso compromisso como servidores de servir ao povo.

 

Abaixo a privatização!!!

Em defesa da saúde do povo! 

O que o Brasil precisa é de uma grande revolução! 

 

MOVIMENTO CLASSISTA EM DEFESA DA SAÚDE DO POVO

SINDICATO DE NUTRICIONISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – SINERJ

MUDI – MOVIMENTO DOS MORADORES E USUÁRIOS EM DEFESA DO IASERJ/SUS

FRENTE INDEPENDENTE POPULAR (FIP – RJ) – COMISSÃO DE SAÚDE

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