PENSAM QUE NOS CALAM! O POVO COBRARÁ OS CRIMES DO VELHO ESTADO

O Movimento Classista em Defesa da Saúde do Povo vem, com pesar, solidarizar-se com os familiares, amigos e companheiros de Marielle Franco e Anderson Gomes, assassinados no dia 14 de março de 2018, na cidade do Rio de Janeiro.

Tudo leva a crer que foi uma covarde execução de ordem política perpetrada pelos posicionamentos que da vereadora contra a violência policial e das milícias paramilitares que oprimem o povo pobre do Rio de Janeiro para tentar calar a voz dos que lutam contra as investidas do velho Estado contra os direitos do povo. E onde a intervenção militar, criticada também por Marielle, até agora, ao contrário de combater, criou o clima de que tudo é permitido, que se pode perpetrar todos os crimes contra o povo, que todo “efeito colateral” ou seja, mortes de crianças, idosos e trabalhadores, não será considerado, em nome da farsa de combate ao “crime organizado” e a violência que assola o Rio de Janeiro.

Farsa, pois, nós da saúde temos elementos científicos de sobra para afirmar que a violência que inferniza a vida das populações dos bairros pobres e das classes médias, e cujas consequências são um dos principais problemas de Saúde Pública hoje, é estrutural, resultante de nossa sociedade com suas classes dominantes – grande burguesia e latifúndio servis ao imperialismo, e seu séquito de políticos corruptos que assaltam o Estado para as favorecerem e se locupletarem – que cria uma extrema desigualdade social: expulsão do campesinato de suas terras com crimes diversos associados, falta de emprego para a juventude. E o Estado agrava o problema pois a única solução dada é o genocídio contra o povo, o desrespeito aos direitos de ir e vir, é usar postos de saúde, escolas e creches como escudo em seus confrontos com os varejistas de drogas, colocando em risco as vidas de crianças e doentes, algumas já ceifadas por essa vil prática. Medidas essas que não combatem os barões da República, grandes traficantes e armas e drogas, que as transportam em helicópteros mas criam um ambiente onde prosperam as ligações do tráfico com a polícia e grassam as milícias. Verdadeiros senhores feudais que usam a violência para impedir, inclusive, a sacrossanta liberdade burguesa de cada um vender e comprar onde for mais conveniente. Resolver essa violência com polícia e prisões e, no final, com intervenção militar, é enxugar gelo, aumentar o gasto público e das famílias com aparatos de segurança, uma verdadeira indústria que só perpetua e agrava o problema. No Rio de Janeiro, no dia 20 de março, um mês após a intervenção, a mídia burguesa constata: 29 tiroteios e três pessoas mortas pelos tais “efeitos colaterais”.

Só o fim da exploração do país e o uso das riquezas para o bem-estar do povo resolve essa situação. Só a revolução democrática e anti-imperialista ininterrupta ao socialismo garanta terra para quem nela trabalha, acabe com o latifúndio, interrompa a drenagem das nossas riquezas para os países imperialistas, principalmente através do escorchante pagamento da dívida pública e desenvolva a indústria através do Estado e não das multinacionais e da grande burguesia brasileira, pode ir a fundo nas causas da violência estrutural.

Criminalização, prisões e execuções contra lideranças do povo brasileiro, são práticas comuns praticada por este “Estado Democrático de Direito” à serviço das classes dominantes, para tentar impedir que o povo se organize contra todo este sistema de miséria e falta de direitos.

Se os algozes de Marielle, encrustados nas estruturas principais – as Forças Armadas e auxiliares do velho Estado – polícias e paramilitares, acham que podem nos calar, que o povo vai seguir manso para o seu matadouro estão muito enganados. Nos somamos as multidões que, indignadas, exigem a apuração e punição rigorosa dos bandidos que perpetraram esse crime e o encerramento da escalada de agressões, onde a intervenção militar é mais capítulo da guerra reacionária ao povo.

 

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