CINCO ANOS DA CRIMINOSA DESTRUIÇÃO DO IASERJ CENTRAL

Reproduzimos abaixo panfleto do MUDI-MOVIMENTO DE MORADORES E USUÁRIOS EM DEFESA DO IASERJ/SUS.


Em 14/07/12, SERGIO CABRAL, chefe da quadrilha estadual, e seu comparsa  SERGIO CÔRTES, secretário de saúde ,comandaram a desativação do Hospital Central do IASERJ, com o uso da força da Tropa de Choque, retirando na calada da noite os pacientes internados, sem o consentimento dos familiares, resultando na morte dos 15 pacientes graves do CTI (alguns entubados). A ação criminosa teve o apoio do Ministério Público Estadual e do Judiciário, tendo este autorizado a repressão policial. Cabral já havia desativado o hospital de ortopedia Anchieta e o de doenças infeccto-contagiosas, São Sebastião. No início de 2013, os 32 prédios do IASERJ foram demolidos, apesar de várias ações na Justiça. O IASERJ Central foi alvo de uma negociata de R$500 milhões entre Cabral e o Ministério da Saúde. Os ambulatórios da Gávea, Penha e Madureira também foram desativados. A população perdeu um hospital com capacidade de mais de 400 leitos, ambulatórios de mais de 40 especialidades (inclusive tratamento de câncer), CTI, maternidade e serviço de emergência 24 horas. No local seria construído o Centro de Pesquisa do INCA cujas obras foram paralisadas no início, após a empreiteira ser denunciada pela operação LAVA JATO, restando ali um terreno baldio.

NADA justifica a extinção de serviços de saúde, principalmente porque o número de leitos vem caindo progressivamente, levando familiares a recorrerem ao plantão judicial para conseguir, por liminar, um leito. Muitos pacientes morrem antes, mesmo com a liminar na mão. Os leitos hospitalares do SUS no estado do Rio diminuíram de 49.070 (janeiro de 2006) para 39.244 (maio de 2017). No município do Rio, a perda variou de 21.311 (janeiro de 2006) para 17.653 (maio de 2017). O desmonte do SUS atinge todas as esferas: no município, faltam medicamentos básicos nas clínicas da família; laboratórios não estão realizando todos os exames, além de a espera na fila ser longa. Os profissionais de saúde das O.S. (ORGANIZAÇÕES SOCIAIS – empresas que gerenciam serviços públicos com dinheiro do povo) também estão sofrendo com atraso de salário, suspensão de vale alimentação, gratificações e férias; os hospitais Albert Schweitzer e Rocha Faria foram municipalizados e o prefeito Crivella está dispersando os servidores estaduais na rede para contratar  O.S.  para gerir esses hospitais. Para completar, o prefeito ameaça fechar 40 clínicas da família, demitindo vários profissionais, principalmente os agentes comunitários de saúde, deixando a população descoberta de assistência. No estado, o Hospital Pedro Ernesto (UERJ) referência em tratamentos de alta complexidade, ameaça fechar. Servidores estaduais em geral estão passando necessidades porque há meses não recebem salários integralmente e o Judiciário debochadamente diz que isso não passa de “mero aborrecimento”. Os hospitais federais também sofrem ameaça de privatização com sua transformação em institutos nacionais, para ampliar a exploração por planos de saúde. Temer extinguiu o programa federal de farmácias populares. No IASERJ, a situação não é diferente: faltam vários especialistas (endocrinologista, cardiologista, urologista etc.),acabam de aposentar-se mais seis fisioterapeutas; o laboratório está novamente desativado; a odontologia também funciona precariamente. No Hospital Eduardo Rabelo e ambulatório de Niterói,pertencentes à rede Iaserj, o medicamento é escasso. A longa espera por consultas e exames no SISREG tem levado ao agravamento de doenças e à morte, em muitos casos.

A crise financeira serve de desculpa para tudo, com a intenção de enganar o povo. Governantes corruptos fizeram e ainda fazem farra com o dinheiro dos trabalhadores, que perdem direitos conquistados com muita luta, cada vez que políticos eleitos com dinheiro de grandes empresas aprovam leis, como a reforma trabalhista (que ampliará a privatização com O.S., Fundações e EBSERH), a reforma da previdência e a lei que congela investimentos públicos por 20 anos!

 

A maior parte da população brasileira precisa integralmente do SUS, que presta um serviço público, mas não gratuito, pois  pagamos com os altos impostos que as elites no poder nos impõem. Mesmo aqueles que têm plano de saúde podem precisar do SUS, que tem sido sucateado para que os tubarões do mercado da saúde lucrem com a vida das pessoas.

O Estado genocida que pratica a violência executando pobres negros todos os dias nas favelas e trabalhadores no campo é o mesmo que mata por retirar o direito à saúde e à vida. É política de Estado e não fruto de crise econômica ou política. Não podemos continuar calados! A defesa da vida está em nossas mãos!

EM DEFESA DO SUS E DA VIDA!   SAÚDE NÃO É MERCADORIA!

CONTRA A FARSA DAS ELEIÇÕES!

O POVO ORGANIZADO VAI FAZER REVOLUÇÃO!

 

MUDI-MOVIMENTO DE MORADORES E USUÁRIOS EM DEFESA DO IASERJ/SUS

mudiaserj@gmail.com –  mudiaserj@blogspot.com –  facebook

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CINCO ANOS DA CRIMINOSA DESTRUIÇÃO DO IASERJ CENTRAL

ESTIMADOS TRABALHADORES E USUÁRIOS DA SAÚDE PÚBLICA!

As aposentadorias, pensões, benefícios e auxílios, direitos dos trabalhadores e seus familiares, estão na mira das contrarreformas de Temer e sua quadrilha. As contrarreformas são uma imposição dos grandes bancos e do FMI/Banco Mundial, que exigem a aprovação do que chamam de “ajuste”, de um pacote de medidas para “conter a crise”, para enriquecerem mais ainda com a exploração da Seguridade Social (Saúde, Previdência e Assistência Social).

Mais uma vez, latifundiários, empresários e banqueiros alardeiam a velha desculpa da “crise econômica”. Voltam a apresentar como solução a velha receita, sempre vendida como nova, de “austeridade”: corte dos direitos dos trabalhadores, conquistados com muita luta. Com mentirosos argumentos de “equilíbrio das contas públicas”, sanguessugas estão aprovando as contrarreformas trabalhista e da Previdência. Destroem os mais elementares direitos sociais.

O papel de gerentes-de-turno de serviçais como Michel Temer é o de acelerar e aprofundar a condição de semi-colônia do Brasil. Fazem de tudo para que grandes corporações transnacionais (o Imperialismo), possam nos explorar ainda mais. Para realizarem esses crimes contra o povo e a nação, contam também com o controle das TVs, rádios e jornais, onde mercenários passam o tempo a inventar que a Previdência Social é deficitária, que a terceirização é boa para os trabalhadores. Aterrorizando a todos que se não aceitarmos o desmonte da previdência, não teremos mais nenhum benefício e direito.

Isso é uma grande farsa! Um blefe! Não há maior rombo nas contas públicas que as isenções que dão aos latifundiários e grandes empresários, que os desvios de recursos da Seguridade Social para outros fins e, o maior de todos, os gastos para pagar os juros e “serviços” da Dívida Pública, uma verdadeira sangria do país (quase R$ 2 milhões por minuto!!!). Mais de R$ 962 bilhões por ano para esses parasitas, tudo que é para o povo é “gasto”, tudo que é para eles é “investimento” e “crescimento”. Para fazerem esse serviço, não bastam seus altos salários, é preciso muita propina. Toda essa sanha tem explicação: a contribuição à Previdência é uma fonte inesgotável de dinheiro para a especulação financeira.

Na Saúde, o quadro já é uma calamidade, com trabalhadores sem condições de trabalho, sem salários e a população sem assistência, esperando as longas filas do SISREG. Com os pacotes anti-povo do Temer e seu comparsa Pezão veremos o agravamento do caos que já está instaurado.

Entra “governo”, sai “governo”, entra sigla, sai sigla, as medidas anti-povo permanecem e novas são impostas. Agora querem acabar de vez com os únicos serviços que ainda estão em funcionamento, mesmo com dificuldades, atendendo o povo carioca! Foi anunciado na terça-feira, dia 1/8/2017, uma série de cortes na saúde: o fechamento de 11 clínicas da família da zona oeste, a previsão de fechamento de mais clínicas, o aviso prévio aos trabalhadores da UPA Manguinhos e o fechamento da emergência psiquiátrica do Instituto Municipal Philippe Pinel. Sabemos que o dinheiro existe, o que não existe é vontade política de investir no SUS. Não há dúvidas que isso é mais uma maneira de acabar pouco a pouco com o SUS e fazer o povo ir em busca de planos de saúde populares, como já disse o Ministro da Saúde Ricardo Barros. Este mesmo ministro pretende mudar a Política Nacional de Atenção Básica, dando margem para o fim do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e das equipes como temos hoje.

Diante da rápida mobilização dos trabalhadores da saúde e dos usuários do SUS, o prefeito recuou e disse que não haverá fechamento das clínicas. Mas sabemos que este recuo é apenas uma estratégia para ganhar tempo e diminuir nossa mobilização para que acreditemos que “está tudo bem” e recuemos na luta pelos nossos direitos

As centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical, UGT, NCST etc.) servem de escritório avançado dos “governos” e suas siglas partidárias. Fingem nos defender, mas fazem de tudo para conter a revolta popular. Em suas negociações de gabinetes, entregam os nossos direitos de mão beijada (e muito bem paga). Com seus protestos festivos, estão apenas preparando o palanque para 2018. Após décadas de tenebrosas negociatas, estão com o rabo preso até o pescoço com os coronéis da politicalha oficial e a patronal.

As maiores conquistas do povo e da classe trabalhadora não vieram com o voto, mas com luta combativa, classista e independente. É a partir da forte organização dos trabalhadores da cidade e do campo nas bases, nos locais de trabalho e moradia, que será possível elevar a revolta presente nos corações do povo trabalhador e deflagrar uma vigorosa Greve Geral para barrar a política anti-povo desses “governos” e de toda sua quadrilha vende-pátria.

Não exigimos apenas o não fechamento dos serviços de saúde, mas AMPLIAR e MELHORAR os serviços de saúde como as Clínicas da Família, UPAs e CAPS com saúde 100% pública, estatal e de qualidade.

Nem toda a repressão do Exército, da PM e da Força Nacional de Segurança impedirá a justa revolta popular!

RESISTIR AOS ATAQUES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA E GRATUITA!

NÃO AO FECHAMENTO DE HOSPITAIS E CLÍNICAS DA FAMÍLIA!

JUSTIÇA POPULAR PARA OS CORRUPTOS!

PREPARAR A GREVE GERAL CONTRA A REFORMA DA PREVIDENCIA E TRABALHISTA!

FORA COM O OPORTUNISMO QUE USA A LUTA DO POVO PARA SE ELEGER!

ELEIÇÃO É FARSA!

O BRASIL PRECISA DE UMA GRANDE REVOLUÇÃO!

MOVIMENTO CLASSISTA EM DEFESA DA SAÚDE DO POVO

Blog: https://saudedopovo.wordpress.com Email: movsaude@inventati.org

ESTIMADOS TRABALHADORES E USUÁRIOS DA SAÚDE PÚBLICA!

Nós, trabalhadoras, trabalhadores, usuárias e usuários do SUS dizemos: nenhum serviço de saúde a menos no Rio de Janeiro!

Não é de hoje que estamos sempre atentos com os desmontes que o poder público tem feito no SUS. Já temos visto nos últimos meses a precarização dos Hospitais Federais e Estaduais, com demissões, corte de verbas e falta de materiais e medicamentos, além de assédio moral sofrido por quem se manifesta. Tivemos grandes perdas, com a aprovação da lei que congela em 20 anos os gastos com saúde e educação. Além disso, a aprovação da reforma trabalhista que precarizará ainda mais as relações de trabalho. Os estados e municípios vêm implantando as Organizações Sociais (OSs) e EBSERH (Empresas Brasileiras de serviços Hospitalares) como modelo de gestão dos serviços públicos na área da saúde: empresas que visam o lucro, causando prejuízos a partir do superfaturamento na saúde, precarização do trabalhador que vive rotinas de assédio moral e, com isso, a consequente piora do atendimento à população. Esse processo afeta os hospitais, a rede de Saúde Mental e a Atenção Primária à Saúde (clínicas da família). Sabemos que as clínicas da família têm uma importante função no sistema de saúde, organizando o cuidado, sendo a principal porta de entrada no sistema e que pode resolver em torno de 80% dos problemas de saúde das pessoas, evitando gastos desnecessários com internações e reduzindo as filas dos hospitais. Ressaltamos também a importância dos serviços de saúde mental, que trabalham em conjunto com a atenção primária, sendo dispositivos essenciais para o trabalho em rede.

Desde a gestão do Eduardo Paes já havia atrasos de salários, falta de materiais e medicamentos e um modelo gerencialista que prioriza os números e não a qualidade do cuidado e que permite que agora os profissionais sejam demitidos facilmente. Agora querem acabar de vez com os únicos serviços que ainda estão em funcionamento, mesmo com dificuldades, atendendo o povo carioca! Foi anunciado na terça-feira, dia 1/8/2017, uma série de cortes na saúde: o fechamento de 11 clínicas da família da zona oeste, a previsão de fechamento de mais clínicas, o aviso prévio aos trabalhadores da UPA Manguinhos e o fechamento da emergência psiquiátrica do Instituto Municipal Philippe Pinel.

Diante da rápida mobilização dos trabalhadores da saúde e dos usuários do SUS, o prefeito recuou e disse que não haverá fechamento das clínicas, mas sabemos que o posicionamento do prefeito, desde sempre, foi a redução de equipes de saúde no município. Sabemos que este recuo é apenas uma estratégia para ganhar tempo e diminuir nossa mobilização para que acreditemos que “está tudo bem” e recuemos na luta pelos nossos direitos. Com o argumento da suposta crise, quer que o povo mais vulnerável pague a conta de uma crise inventada. Sabemos que o dinheiro existe, o que não existe é vontade política de investir no SUS. Não há dúvidas que isso é mais uma maneira de acabar pouco a pouco com o SUS e fazer o povo ir em busca de planos de saúde populares, como já citou o Ministro da Saúde Ricardo Barros, em entrevista. Este mesmo ministro pretende mudar a Política Nacional de Atenção Básica, dando margem para o fim do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e das equipes como temos hoje. Crivella vem se alinhando a Temer, Barros e Pezão no desmonte dos serviços públicos de saúde.

Nós não vamos pagar por isso! Precisamos lembrar sempre que saúde é um direito de todos e dever do Estado. Um Estado que, de fato, quer cuidar das pessoas, deve buscar outras fontes de recursos, como, por exemplo, a taxação das grandes fortunas. Que os mais ricos paguem a conta! Exigimos mais direitos e melhores condições de trabalho, menos exploração e mais saúde para o povo! Não exigimos apenas o não fechamento dos serviços de saúde, mas a garantia de ampliação e qualificação dos serviços de atenção primária, dos serviços de saúde mental (como CAPS, Residências Terapêuticas) substitutivos aos hospitais psiquiátricos.

Não podemos confiar em gestores que mudam de opinião a qualquer momento. O SUS precisa de um orçamento compatível com as necessidades do povo. Não podemos retroceder!

É preciso pressionar para que haja garantia de AMPLIAR e MELHORAR os serviços de saúde como as Clínicas da Família, UPAs e CAPS com saúde 100% pública, estatal e de qualidade! Não aceitaremos demissões, redução de pessoal ou de número de equipes! Precisamos de uma gestão democrática! Não aceitaremos retaliações ao movimento! Por isso, convocamos a todas as pessoas trabalhadoras e usuárias do nosso Sistema Único de Saúde a participar das mobilizações e não desistir!!! Só com a participação popular as coisas mudam!

RESISTIR AOS ATAQUES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA E GRATUITA!

NÃO AO FECHAMENTO DE HOSPITAIS E CLÍNICAS DA FAMÍLIA!

JUSTIÇA POPULAR PARA OS CORRUPTOS!

PREPARAR A GREVE GERAL CONTRA A REFORMA DA PREVIDENCIA E TRABALHISTA!

FORA COM O OPORTUNISMO QUE USA A LUTA DO POVO PARA SE ELEGER!

ELEIÇÃO É FARSA!

O BRASIL PRECISA DE UMA GRANDE REVOLUÇÃO!

MOVIMENTO CLASSISTA EM DEFESA DA SAÚDE DO POVO Rio de Janeiro, 4/8/2017

Blog: https://saudedopovo.wordpress.com Email: movsaude@inventati.org

Nós, trabalhadoras, trabalhadores, usuárias e usuários do SUS dizemos: nenhum serviço de saúde a menos no Rio de Janeiro!

Carta aos trabalhadores e usuários dos serviços públicos de saúde

Por que o corrupto governo Temer, através de ameaças de perda dos empregos, tenta manipular os trabalhadores da EBSERH – AL?

Por que a EBSERH se mobiliza para impedir que um serviço público possa apresentar informações para ser avaliado por um órgão do próprio Estado?

Consideramos muito grave uma entidade que, criada em função da precariedade dos contratos e condições de trabalho, para defender os trabalhadores da EBSERH, se utiliza desta representação para, promovendo o pânico da ameaça de demissão entre os trabalhadores, defender os interesses do “patrão” EBSERH, divulgando uma nota de repúdio à superintendente, na qual o SINDSERH clama abertamente por uma maior e direta intervenção dos prepostos de Temer no HUPAA, considerando-se donos do patrimônio e serviços do hospital da UFAL.

E qual é a grande questão que faz tal entidade solicitar essa violenta intervenção?

O fato de a Superintendente ter participado de uma audiência pública na câmara federal instaurada para discutir a autonomia universitária, na qual o Sr., atual ocupante do cargo de Presidente da EBSERH, Kleber Moraes, foi convidado para compor a mesa, mas não se deu ao trabalho. A EBSERH não vê nenhuma importância na autonomia universitária, pois na verdade seus interesses são contrários a ela.

Em seu pronunciamento, a Professora Dra. Maria de Fatima Siliansky de Andreazzi denunciou o descumprimento pela EBSERH de muitas cláusulas do contrato de gestão com a UFAL, sendo que a maioria delas, como a falta de pessoal, manutenção dos equipamentos e investimentos em modernização tecnológica, afeta diretamente aos trabalhadores, professores, estudantes e usuários dos serviços.

O SINDSERH defende a política da EBSERH de desmonte do serviço público ao defender, em assembleia dos funcionários, o fechamento de serviços para atender ao corte do pagamento das horas extras, imposto pela EBSERH. Os trabalhadores do HUPAA se vêem obrigados a fazer as horas extras, diante do descompromisso da EBSERH em suprir o Hospital dos recursos humanos necessários. Acusa a Dra Fatima Siliansky de uma postura antagônica. Sim, a Dra Fatima Siliansky sempre teve uma postura antagônica àqueles que defendem a destruição e a privatização do serviço público de saúde em toda sua longa trajetória de pesquisadora, professora e gestora. Não são necessárias gravações, delações ou conspirações para conhecer as posições defendidas pela Prof. Dra. Fatima Siliansky, basta uma consulta bibliográfica à sua vasta produção científica. Aliás, foi esse posicionamento que fez com que a Reitora, Profa. Valéria Correia a convidasse para a sua gestão, no sentido de implementar compromissos claros assumidos na campanha vitoriosa para reitora. Compromissos esses, de transformar a antiga gestão do HU, patrimonialista, arcaica, perpetuada pela EBSERH, que utilizava o HU como plataforma política, clientelista, mantinha contratos duvidosos com firmas prestadoras de serviço e assediava os trabalhadores.

A direção atual do SINDSERH, a serviço de seu patrão EBSERH, manipula os fatos. Utiliza o justo desejo  dos trabalhadores da EBSERH de manter seus empregos para fazê-los perder a oportunidade de se somarem à atual gestão do HUPAA na solicitação de mais trabalhadores e recursos, no fortalecimento do hospital. A direção desse sindicato investe em uma política de clara defesa dos interesses centralizadores da empresa privada EBSERH, contra a autonomia da universidade, criando sim, o SINDSERH, um ambiente de cisão na classe dos trabalhadores, em um confronto isolado, aberto, contra a atual gestão, ignorando os servidores RJU, professores, estudantes e usuários dos serviços.

A proposta da Dra Fatima Siliansky de acabar com a empresa EBSERH, que não tem nenhum serviço de saúde que não os Hospitais das Universidades, só viria a libertar os HU dessa máquina burocrática que só serve para dificultar a gestão e gastar os recursos do Hospital Universitário com pomposos DAS, cursos e viagens no Brasil e ao exterior. Nenhum recurso novo, diferente daquele proveniente do MEC ou dos serviços prestados ao SUS pelos HU, poderia ser mobilizado por essa empresa, a menos que seja vendida à iniciativa privada ou passe a atender cobrando serviços, diretamente ou aos planos de saúde. Ambas essas propostas se encontram em franco processo de discussão/imposição há tempos, e mais ainda pelo desgoverno Temer, para os serviços públicos de saúde, assim como para as próprias universidades.

O que essa direção pelega do sindicato, defensora da EBSERH e da política espúria de privatização dos serviços públicos não fala é o porquê da criação de uma empresa de direito privado, que foge dos princípios de participação, descentralização e controle social do SUS e cria amplas condições para os “grandes negócios” como os que vemos denunciados diariamente entre o Estado e suas empresas (Petrobras, Correios, Infraero, entre outras), com os seus prestadores de serviços (Odebrecht e outras tantas) e fornecedores (JBS e etc). Por que os trabalhadores foram contratados pela CLT e não como servidores públicos (RJU) como determina a Constituição? Será que o que ameaça os trabalhadores da EBSERH é a proposta de transformá-los em servidores públicos ou a precarização da CLT? É a proposta de incorporá-los à UFAL ou a possibilidade de troca da empresa prestadora de serviços (como acontece com as OS’s)? Ou, ainda, a possibilidade da venda da mesma para grupos empresariais, como os tão interessados que administram o Hospital Sírio-Libanês?

O “governo” federal vai propor, em projeto de lei complementar, a extinção gradual da multa de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aplicada às empresas em casos de demissão sem justa causa. O que permitirá às empresas demitir CLT’s a qualquer momento. Outras propostas incluem contratos precários, reduzir férias e salários, terceirizações etc.

Na verdade, o que tanto incomodou a EBSERH é o fato de ter que se expor, de prestar contas à sociedade e esclarecer porque não cumpre os diversos contratos de gestão assinados com a grande maioria das universidades brasileiras. Estão receosos que o HUPAA, mostrando que a EBSERH não cumpre seu contrato com a UFAL, possa servir de exemplo para que nas demais universidades, trabalhadores, professores, estudantes e usuários passem a questionar e desmascarar os objetivos escusos da EBSERH, a serviço da quadrilha que se aloja no governo.

Por mais que alguns se digam acadêmicos, a diretoria da EBSERH foi indicada pela quadrilha de Temer subjugado aos ditames imperialistas até os fios dos cabelos, por instituições como FMI, Banco Mundial, OMC, ONU e outras quadrilhas, que segue religiosa e subservientemente as orientações de economistas amestrados em universidades ianques, passando por cima de tudo com a conversa de salvar o país da crise. Por isso querem esconder as mazelas dos hospitais universitários decorrentes do congelamento do orçamento de 2017, ou seja, compactuam com ao desmonte, com um discurso naturalizador das dificuldades financeiras do país. Dificuldade essa que só o povo sente, pois, as grandes empresas, bancos e os latifundiários estão bem, obrigado.

Estes calhordas contam com o monopólio de imprensa para defender suas absurdas teses entreguistas ao colocar o mercado acima da crise política, ética e moral que afunda o país num verdadeiro mar de lama. Parceiros de especuladores de todos os naipes, de latifundiários e grileiros, de empreiteiras e transnacionais, negligenciam os verdadeiros escândalos como a dívida pública, a guerra contra os pobres e o genocídio de camponeses, indígenas e quilombolas.

Os que inventaram a ruína da economia procuram obscurecer a realidade. Eles querem fazer vistas grossas à gravidade da situação com a campanha de que, independente da crise política, o mais importante é salvar o país da crise econômica com as medidas para esmagar ainda mais os trabalhadores e o povo entregando o resto da soberania ao imperialismo. Exemplo disto é a posição das associações empresariais para as quais “não importa a cor do gato, o que importa é que ele pegue ratos”, ou seja, para elas, qualquer gerente no governo serve, desde que promova o saque aos direitos dos trabalhadores e ao patrimônio da nação.

O que esse governo está fazendo só aprofunda a miséria, o desemprego, a desindustrialização, a desnacionalização, a pilhagem dos recursos minerais e a extenuação de nossa força de trabalho. Mais ainda, sobre os balanços dos bancos, o jornal “Valor Econômico” divulgou que o “lucro combinado de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander atingirá R$ 14,9 bilhões nos primeiros três meses deste ano, alta de 21% em relação ao mesmo período de 2016, de acordo com a projeção média de analistas”.

Temer, logo de saída, descapitalizou o BNDES em 100 bilhões de reais, repassando estes recursos para pagamento da dívida pública, ou seja, aos bancos. Deu mais uma ajudinha aos bancos ao promover a repatriação de cerca de 50 bilhões de reais correspondentes a recursos de origem duvidosa, anistiando seus possuidores.

Essas medidas tomadas para injetar dinheiro na economia, na verdade, só favorecem os bancos e não têm relação com o funcionamento real da própria economia. Não há dinamização da produção e do emprego, muito pelo contrário. Durante o ano de seu gerenciamento, excetuando-se o agronegócio – que goza de privilégios indecentes – a produção e o emprego caíram em praticamente todos os demais setores.

Ademais de medidas aprovadas pelo Congresso na base do “é dando que se recebe”, como a legalização das pedaladas fiscais (razão do impeachment de Dilma Rousseff) para aplicar o plano de redução das despesas públicas e, assim, fazer caixa para pagar a dívida pública, com os bancos, é claro, incluiu no chamado ajuste fiscal a contrarreforma da Previdência, da CLT e outras medidas a favorecerem ao patronato de Meirelles.

Como vimos, são essas propostas que, direta ou indiretamente, avançam sobre direitos dos trabalhadores e beneficiam os bancos e grandes devedores representados por transnacionais e empresas do agronegócio, resultando na penúria, no desmantelamento e na precarização dos serviços públicos, em particular na saúde e na educação.

De uma coisa eles podem ficar certos: diante de tudo isso, a paciência do povo está chegando ao fim.

Os trabalhadores da EBSERH, conjuntamente com o povo, diferentemente dos encastelados em Brasília, têm todas as condições de saber “de que lado a corda arrebenta” e quem acaba tendo que pagar a conta pela crise que assola o país.

O momento é de unir as forças da classe trabalhadora, dos camponeses, estudantes, intelectuais honestos, usuários dos serviços de saúde, ou seja, de todo o povo, contra os ataques que vem sofrendo, de perda de direitos conquistados ao longo de anos de luta incessante. Dentre esses direitos, além da aposentadoria decente, da legislação trabalhista que apoie os trabalhadores, do acesso a saúde e a educação, figura também a autonomia universitária. Autonomia para que a universidade possa cumprir seu papel de protagonista nas alternativas e soluções desenvolvidas no seio da sociedade, para ela e com ela.

Movimento Classista de Defesa da Saúde do Povo – MCDSP

Carta aos trabalhadores e usuários dos serviços públicos de saúde

CONVITE PARA DEBATE “AS PRÁTICAS DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NA SAÚDE: OS, EBSERH, ASSÉDIO, PERDA DE DIREITOS”

CONVITE PARA DEBATE

AS PRÁTICAS DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NA SAÚDE:

OS, EBSERH, ASSÉDIO, PERDA DE DIREITOS

24 de abril (2ª feira)

Debatedores:

Maria de Fátima Siliansky – Prof. Associada UFRJ

Liga Operária

Local: IFCS

(Largo de São Francisco, Centro)

Sala 106

Horário: 18h

Resistir e defender os direitos dos trabalhadores!

As aposentadorias, pensões, benefícios e auxílios, direitos dos trabalhadores e seus familiares, estão na mira das contrarreformas de Temer e sua quadrilha. As contrarreformas são uma imposição dos grandes bancos e do FMI/Banco Mundial, que exigem a aprovação do que chamam de “ajuste”, de um pacote de medidas para “conter a crise”, para enriquecerem mais ainda com a exploração da Seguridade Social (Saúde, Previdência e Assistência Social).

Mais uma vez as decadentes e parasitas classes dominantes (latifundiários, empresários e banqueiros) alardeiam a velha desculpa da “crise econômica”. Voltam a apresentar como solução a velha receita, sempre vendida como nova, de “austeridade”: corte dos direitos dos trabalhadores, conquistados com muita luta. Com mentirosos argumentos de “equilíbrio das contas públicas”, sanguessugas estão aprovando as contrarreformas trabalhista e da Previdência. Destroem os mais elementares direitos sociais.

O papel de gerentes-de-turno de serviçais como Michel Temer é o de acelerar e aprofundar a condição de semi-colônia do Brasil. Fazem de tudo para que grandes corporações transnacionais, principalmente dos Estados Unidos e Europa (o Imperialismo), possam explorar ainda mais nossas fartas riquezas naturais e mão-de-obra barata.

Para realizarem esses crimes contra o povo e a nação, contam também com o controle das TVs, rádios e jornais, onde mercenários passam o tempo a inventar que a Previdência Social é deficitária, que a terceirização é boa para os trabalhadores. Aterrorizando a todos que se não aceitarmos o desmonte da previdência, não teremos mais nenhum benefício e direito.

Isso é uma grande farsa! Um blefe! Não há maior rombo nas contas públicas que as isenções que dão aos latifundiários e grandes empresários, que os desvios de recursos da Seguridade Social para outros fins e, o maior de todos, os gastos para pagar os juros e “serviços” da Dívida Pública, uma verdadeira sangria do país. Para esses parasitas, tudo que é para o povo é “gasto”, tudo que é para eles é “investimento” e “crescimento”. Para fazerem esse serviço, não bastam seus altos salários, é preciso muita propina. Toda essa sanha tem explicação: a contribuição à Previdência é uma fonte inesgotável de dinheiro para a especulação financeira.

Já as terceirizações, como muitos dos trabalhadores já sabem, precarizam as condições de trabalho, reduzem salários, aumentam o desemprego, matam mais e trazem mais danos à saúde dos trabalhadores. Dados do Dieese mostram, claramente, que os trabalhadores terceirizados recebem salários 24% menores do que os dos trabalhadores contratados de forma direta, apesar de trabalharem em média 3 horas a mais por semana. Como um exemplo disso, 80% dos acidentes fatais na Petrobrás acometem trabalhadores terceirizados. E mais, caso os trabalhadores terceirizados fossem contratados de forma direta, seriam criadas quase 900 mil vagas de emprego.

Na Saúde, a terceirização se apresenta quando o governo repassa a gestão do SUS para as Organizações Sociais e EBSERH, que são empresas que visam lucrar com o dinheiro público, além de facilitar o superfaturamento e os desvios de verba. O vínculo trabalhista nestas empresas é frágil e os trabalhadores estão expostos a rotinas de assédio, gerando adoecimento e alta rotatividade de profissionais, prejudicando a qualidade do serviço. Os trabalhadores da higienização e segurança de um serviço de saúde, por exemplo, já vivem essa realidade há tempo. A população permanece sem assistência, esperando as longas filas do SISREG. Esse quadro, que já é uma calamidade, com os pacotes anti-povo do Temer e seu comparsa Pezão veremos o agravamento do caos que já está instaurado.

Entra “governo”, sai “governo”, entra sigla, sai sigla, as medidas anti-povo permanecem e novas são impostas. Vemos antigas e novas doenças se disseminarem (dengue, sífilis, zika, febre amarela etc.)

As centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical, UGT, NCST etc.) servem de escritório avançado dos “governos” e suas siglas partidárias. Fingem nos defender, mas fazem de tudo para conter a revolta popular. Em suas negociações de gabinetes, entregam os nossos direitos de mão beijada (e muito bem paga). Com seus protestos festivos, estão apenas preparando o palanque para 2018. Após décadas de tenebrosas negociatas, estão com o rabo preso até o pescoço com os coronéis da politicalha oficial e a patronal.

As maiores conquistas do povo e da classe trabalhadora não vieram com o voto, mas com luta combativa, classista e independente. É a partir da forte organização dos trabalhadores da cidade e do campo nas bases, nos locais de trabalho e moradia, que será possível elevar a revolta presente nos corações do povo trabalhador e deflagrar uma vigorosa Greve Geral para barrar a política anti-povo desses “governos” e de toda sua quadrilha vende-pátria. Nem toda a repressão do Exército, da PM e da Força Nacional de Segurança impedirá a justa revolta popular!

ABAIXO A FARSA ELEITORAL! REBELAR-SE É JUSTO!

PREPARAR A GREVE GERAL PARA BARRAR AS CONTRARREFORMAS!

Movimento Classista em Defesa da Saúde do Povo

https://saudedopovo.wordpress.com movsaude@inventati.org

Faça você mesmo a divulgação! Baixe o panfleto aqui: RESISTIR E DEFENDER OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

CONVITE PARA DEBATE “AS PRÁTICAS DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NA SAÚDE: OS, EBSERH, ASSÉDIO, PERDA DE DIREITOS”